Filipe Moreira DumontUniversidade Federal de Viçosahttps://orcid.org/0009-0007-4187-378X
Simone MartinsUniversidade Federal de Viçosahttps://orcid.org/0000-0002-6614-4811
Leonardo Milhomem RezendeFundação Getúlio Vargas – Rio de Janeirohttps://orcid.org/0009-0009-4036-7142
Rodrigo Marques CostaGoverno do Estado de Minas Geraishttps://orcid.org/0000-0002-3385-1747
Layon Carlos CezarUniversidade Federal de Viçosahttps://orcid.org/0000-0003-2062-4593
DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0919v21e2024a13062
Resumo: Considerando que o Brasil é um país com uma população envelhecida e que o Estado de Minas Gerais apresenta elevados percentuais de idosos e altos índices de envelhecimento em seus municípios, fatores que implicam mudanças na dinâmica econômica, social e política, e considerando a importância do acesso à cidade e da garantia de moradia segura para o envelhecimento ativo e saudável, este estudo foi proposto para verificar se os municípios mineiros priorizam ações e serviços que asseguram a acessibilidade física e social para a população idosa. Utilizando uma abordagem mista (qualitativa e quantitativa) do tipo exploratória e documental, foram analisados diagnósticos situacionais da pessoa idosa de 31 municípios do Estado de Minas Gerais, empregando como estratégias a análise de correlação de Pearson e a análise de conteúdo. Os resultados evidenciram que municípios com maior população possuem maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal e maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – Longevidade. Ainda, observou-se que quanto maior o número de habitantes, maior o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal e, quanto maior o número de habitantes e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal maior o número de ações realizadas. Por outro lado, municípios com maior número de normativos realizam menos ações de acessibilidade física e social. Já a análise de conteúdo das ações empreendidas ou planejadas pelos municípios permitem inferir que políticas de acessibilidade física e social são incipientes nos municípios estudados. Como conclusão, os municípios estudados não demonstram ofertar condições essenciais para possibilitar o envelhecimento ativo e saudável para a sua população, sendo necessário adequar suas cidades para minimizar os riscos inerentes às mudanças demográficas.
Palavras-chave: Acesso à cidade, Envelhecimento populacional, Estratégia Brasil Amigo da Pessoa Idosa, Pessoa Idosa
Como Citar: Dumont, F. M., Martins, S., Rezende, L. M., Marques Costa, R., & Cezar, L. C. (2024). Acessibilidade física e social no território: casos de estudos de municípios mineiros. Oculum Ensaios, 21, 1–20. https://doi.org/10.24220/2318-0919v21e2024a13062


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